ERROS OU ACERTOS?
É frequente encontrarmos erros ortográficos, falta de pontuação etc na escrita dos jovens do ensino fundamental e médio.
Os pais consideram que um aluno brilhante em Língua Portuguesa é aquele que conhece as regras gramaticais e sabe conjugar verbos em todos os tempos e modos.
Isso em parte é verdade, porém, o ensino atual do Português está voltado para a língua como instrumento social, de comunicação, direcionado para o entender e se fazer entender em situação de fala, leitura e escrita. Desta forma, o foco na expressão e na compreensão textual não implica no abandono dos aspectos formais da língua.
A preocupação em formar leitores e escritores fluentes faz com que o ensino dos aspectos formais fique em segundo plano no processo inicial de alfabetização. A preocupação com a forma não deve ser superior à norma, mas, sim, equivalente.
Os erros devem ser corrigidos e mediados desde que as normas cobradas tenham sido ensinadas anteriormente e o aluno esteja no momento adequado para compreendê-las.
Nas visões atuais da Educação, busca-se um ensino que faça sentido para a vida do aluno. Não é só o professor que deve corrigir o erro, mas, também, o aluno deve ter a oportunidade de se autocorrigir, compreender as características do texto que produziu e se adequar as diferentes normas.
DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO
A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, indica que a maioria dos brasileiros que se consideram não-leitores deixou de adquirir esse hábito por uma questão familiar: 55% deles nunca viram os pais lendo, e 86% nunca foram presenteados com livros na infância. Esta é uma prova de como é importante estimular as crianças a ler em casa, desde pequenas.
Além de estimular a imaginação, a leitura ajuda a desenvolver outras habilidades, como a fluência na fala e a facilidade de compreender textos.
Salvador Dali
ELES BRINCAM, MAS LOGO DEIXAM DE LADO…
Interesses passageiros, necessidade de consumir e individualismo são características do nosso tempo. Querem tudo e agora. As crianças são alvos fáceis desta ideologia e acabam valorizando mais o que se tem do que o que sé é ou faz. Pela falta de tempo e disposição, estas idéias passam a ser normais na dinâmica familiar. Os pais confundem quereres intermináveis com necessidades e sentem-se impulsionados a realizá-los. Mil brinquedos, jogos, objetos de última geração etc.
Mas, por trás de tantos pedidos, há sempre uma solicitação de afeto e atenção. Como nenhum objeto preenche o vazio interior, estes objetos geralmente são deixados de lado, abandonados depois de um tempo de manuseio. Esse círculo vicioso prejudica o desenvolvimento social e afetivo da criança. Ela cria a falsa idéia de que as trocas materiais são a base dos relacionamentos e, ao ver todos os seus desejos saciádos, não aprendem a fazer escolhas, conviver com limites e suportar frustrações. Podem se tornar eternamente insatisfeitos e buscar a satisfação pessoal em objetos e outros bens em vez de buscar respostas dentro de si mesmos.
FICAR SOZINHO TAMBÉM AJUDA A CRESCER
Apesar do convívio social ser de suma importância para as crianças a partir dos 2 anos, os pais não devem ficar ansiosos quando veem seu filho brincar sozinho, pois a criança também precisa de momentos de solidão.
Nesta hora, ela fica livre de estímulos externos e suas fantasias tornam-se mais ricas, favorecendo a criatividade e o amadurecimento emocional. Além disso, estar sozinho ajuda a treinar a autonomia, a capacidade de decisão, favorece a organização do pensamento, concentração e assimilação do conteúdo vivenciado.
CALMA E PACIÊNCIA
Uma das questões encontradas com mais freqência nos estudantes em geral é o imediatismo; a ausência de calma e paciência para atuar no cotidiano.
Na calma você encontra a essência de quem você é. Saber quem somos nos deixa mais tranquilos e equilibrados. Quando perdemos o contato com a nossa calma interior, o contato com nossa percepção e com o meio externo fica parcial.
A calma é o lugar onde a criatividade e a solução de problemas são encontrados.
A verdadeira inteligência atua silenciosamente.
VOCÊ SABIA…
De acordo com o Journal of Clinical Psychology, aqueles que manifestam suas emoções por meio de alguma atividade artística, como cantar, escrever e pintar, são mais saudáveis do que as pessoas que não o fazem.
O riso espontâneo promove a dilatação dos vasos e melhora o fluxo sanguíneo. Reduz a adrenalina e o cortizol e aumenta a endorfina, hormônio ligado à sensação de prazer.
ATELIER DA ESCRITA
No Atelier da Escrita trabalhamos com o PEI, exercícios cognitivos e da Arteterapia que estimulam a criatividade e favorecem o desenvolvimento de habilidades para a leitura e escrita. Foi programado para atuação com crianças de 5ª e 6ª séries.
Resistência Mental
Coordenação Mental
Flexibilidade Mental
SOBRE A LEITURA
A leitura depende de algumas informações passadas pelos olhos para o cérebro, a informação visual.
Porém, você pode ter uma riqueza de informação visual em frente aos seus olhos e ainda não ser capaz de ler. O conhecimento da linguagem relevante é essencial para a leitura; este conhecimento é uma informação que você já deve possuir. Pode ser chamada de informação não-visual ou conhecimento prévio.
Existem outros tipos de informação não-visual, além do conhecimento da linguagem. O conhecimento do assunto também é de igual importância; como também o conhecimento sobre como ler para tornar a leitura possível. A iluminação, a impressão ou o estado dos olhos de alguém são importantes, mas não determinantes. A informação não-visual está com o leitor o tempo todo, independente da luz.
A leitura sempre envolve uma combinação de informação visual e não-visual. Ela é a interação entre o leitor e o texto.
Quando já sabemos de alguma coisa, temos uma necessidade mínima de informação visual. Por outro lado, quanto menos informação não-visual o leitor pode empregar, mais difícil se torna a leitura.
Síntese:
Quanto mais domínio da linguagem, com seus códigos e significados e mais experiências uma pessoa tiver, mais conhecimento e familiaridade com os assuntos terá. Com isso, mais informação não-visual ela irá dispor para tornar a leitura mais fácil e de melhor compreensão.
Adaptação do texto de Frank Smith.
Sobre o PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental
“O Programa de Enriquecimento Instrumental de Feuerstein está entre os melhores programas disponíveis que enfatizam as habilidades de pensamento. Provavelmente é o programa que tem sido usado mais amplamente e que mais provas de campo tem apresentado” (Robert Sternberg)
Preparando a massa
A Importância do Brincar
Brincar é sério. Não é só alegria, é a oportunidade de aprender pela própria experiência.
Brincar é fundamental para o desenvolvimento integral da criança.
Criança que brinca é mais inteligente, saudável, feliz e apta a desenvolver habilidade essenciais para a vida. A cada experiência nova o cérebro estabelece as conexões entre os neurônios correspondentes e aumenta a sua capacidade de adquirir novos talentos e lidar com desafios.
Brincar é o momento de estreitar laços. Em cada família há uma dinâmica diferente para juntar afeto e brincadeira, vamos encontrá-la?
É uma meneira de dizer “eu te amo” sem usar palavras e toda criança entende.

